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segunda-feira, 2 de abril de 2012

ALMIR: O PERNAMBUCANO INDOMÁVEL

Almir Moraes de Albuquerque, o Almir Pernambuquinho, nascido em Recife, começou a jogar no Sport e se transferiu para o Vasco, assim como aconteceu antes com Ademir Menezes e Vavá, outros pernambucanos ídolos em São Januário.

No final dos anos 50, já exibia um futebol de craque que o levou brilhar em um ataque que tinha Sabará, Rubens, Vavá, Almir e Pinga na conquista do Torneio Rio São-Paulo de 1958. Na decisão do campeonato, disputada no dia 6 de abril, o time carioca goleou a Portuguesa por 5 a 1 no Pacaembu.

Almir tinha talento mas também gênio incontrolável dentro de campo, que aconteciam quase sempre na mesma proporção. Destaque também do Vasco supercampeão carioca de 1958, eram famosos os seus duelos com o zagueiro Pavão, do Flamengo, Almir foi negociado em 1960 para o Corinthians, em uma das transferências mais vultosas feitas entre clubes brasileiros. A época, era considerado pela imprensa o "Pelé branco."

Do Corinthians, em que teve rápida passagem, partiu para a sua trajetória por diversos clubes, iniciada no Boca Juniors (61/62), Genoa, da Itália (62), Santos (63/64), onde conquistou o título de campeão da Libertadores e do Mundial de clubes, Flamengo (65/67) até se despedir pelo América, do Rio de Janeiro, em 1967.

Pela Seleção Brasileira, foi convocado para o início da preparação para a Copa do Mundo de 1958 e participou do Campeonato Sul-Americano de 1959, em Buenos Aires. Disputou oito jogos, marcou um gol, e participou também da conquista da Copa Roca e da Taça do Atlântico em 1960.

Almir nasceu em 28 de outubro de 1937 e morreu assassinado em fevereiro de 1973 por um grupo de portugueses, no bar “Rio-Jerez”, em frente a Galeria Alaska, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Almir, com 36 anos, “catimbeiro, valente e brigão”, envolveu-se numa discussão e acabou morto a tiro ao intervir em uma situação onde seus assassinos, que eram flamenguistas, estavam mexendo com travestis.

Fonte: CBF

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